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Em Abril de 2005, fomos convidados a participar do programa Gordo Freak Show, na MTV, uma espécie de concurso de talentos freak.

No dia da gravação, ainda nos camarins, descobrimos que éramos os famosos mais desconhecidos do Brasil. Um jovem que iria participar do programa bebendo Fanta Uva pelas narinas, nos perguntou o que a gente tocava. Dissemos que iríamos tocar uma paródia de rap, chamada Jesus Negão e completamos “não sei se você conhece”. A resposta foi num tom de casualidade: “Claro, lá na faculdade todo mundo escuta.”

Enfim, fizemos nossa inusitada participação não apenas para divulgar a banda, mas para mostrar que a música era nossa e não do Hermes e Renato, como muita gente ainda pensa hoje. Felizmente, fomos declassificados. Seria horrível ter que repetir a dose.

1 NO TELHADO, 1 NA LAJE E 3 NA GARAGE
Os primórdios do Libera o Badaró remontam, a nível de início, ao Terezinha Maciel Megadrive Acustic Band, que era exatamente a mesma coisa só que completamente diferente. No auge do Terezinha foi realizado o Show do Dia das Crianças, em 1997, que reuniu mais de três pessoas no Black Jack Bar, em São Paulo. O show — que levou muita gente a outra casa noturna — deixou marcas permanentes nos integrantes da banda, que quase morreram quando o palco de 30 centímetros veio abaixo.

No mesmo ano, aconteceria o Show da Rua Delfina, no bairro paulista Vila Madalena (é, aquela da novela). A performance conhecida também como “1 no telhado, 1 na laje e 3 na garage”, só não foi melhor porque foi completamente insuportável (veja as fotos acima). O evento foi registrado por um cinematografista amador, que aguentou heroicamente as primeiras músicas, mas acabou saindo correndo desesperado, deixando sua câmera para trás.

Show da Rua Delfina: “1 no telhado, 1 na laje e 3 na garage”

NOS TEMPOS DO TEREZINHA

Durante os anos da ditadura, os integrantes do Libera o Badaró foram implacavelmente perseguidos por vendedores ambulantes e credores. Naquele tempo, escondidos no subsolo do Mappin da Praça Ramos, três dos integrantes da banda concederam uma entrevista histórica a um documentarista da National Geographic, que os confundiu com arborígenes australianos. A fita com as imagens foi confiscada pelo governo militar por causa do conteúdo que, apesar de completamente incoerente, poderia ser uma manobra subversiva ou um dialeto russo, o que dava no mesmo na visão dos generais. Somente agora, a entrevista pode ser recuperada dos arquivos do SNI, que nunca conseguiu extrair nenhum sentido do que os integrantes da banda disseram. Abaixo você poderá baixar os principais trechos da entrevista:

Parte 1

Parte 2

QUER MAIS?
Confira shows na íntegra e outros vídeos do LoB em nossa página no YouTube:

http://www.youtube.com/user/liberaobadaro#play/uploads